2200 Caracteres com
O olhar único que fotografa jogadores famosos e grandes nomes da música
Gaby Alvim
07 de abril de 2026
2200 Caracteres com
07 de abril de 2026
Sabe aquele costume de registrar momentos sem motivo especial, só pelo desejo de guardar o que se vive? Foi assim que a fotografia entrou na vida de Gabriela Ribeiro Alvim, antes mesmo de qualquer técnica ou lente profissional. O que parecia apenas um hábito insistente já era, na verdade, o começo de uma paixão.
Nascida em Bom Sucesso (MG), com passagens por Varginha (MG), São Paulo e Extrema, onde vive desde 2012, Gaby estava sempre com o celular em mãos registrando momentos simples, encontros em família e pequenas celebrações, colecionando imagens como quem guarda pedaços do tempo.
– Está vindo a Gaby tirar foto de novo – brincavam, entre risos, aqueles ao redor.
Foi em 2015 que esse sentimento ganhou forma mais concreta, quando conseguiu comprar sua primeira câmera profissional. Não foi fácil. Entre trabalho, rotina e responsabilidades, o acesso ao aprendizado técnico demorou a chegar. Ainda assim, a chama não se apagou. Pelo contrário, cresceu esperando o momento certo.



A vida seguiu seu belo curso. Vieram o casamento com Wisllan e os filhos Laura e Arthur. Em 2022, a fotografia encontrou espaço para florescer de vez. Gaby decidiu mergulhar no aprendizado técnico e buscou formação em Extrema. Tirava muitas fotos dos filhos para registrar momentos e aproveitava para praticar o que tinha aprendido.
– Aqui em Extrema construí minha vida, minha família, conquistei tudo que tenho hoje.
Gaby Alvim experimentou de tudo um pouco. Ensaios em família, casamentos civis, aniversários, eventos escolares, registros em hotéis, fotografia de parto. Sem se prender a um único nicho, foi construindo um repertório diverso, guiado pelo encantamento de capturar emoções reais. Passou por momentos profundamente emocionantes, como o nascimento do seu sobrinho Gael.
Mas foi no esporte que algo diferente aconteceu. O primeiro jogo de futebol veio acompanhado de insegurança. Um ambiente majoritariamente masculino, desconhecido, intenso. Ainda assim, ela permaneceu.
– No início, cobri um jogo e não tive o resultado esperado. Quase desisti. Entreguei as fotos e devolvi o dinheiro. Um tempo depois, o mesmo time me chamou para fotografar novamente, mas infelizmente não tive agenda livre para fazer o trabalho. O que antes parecia desafiador virou território de domínio, com registros de vôlei, basquete, corridas, ciclismo, natação, boxe, beach tennis, fisiculturismo e mais futebol. Hoje, com 38 anos de idade, é nesse universo que concentra grande parte do seu trabalho.
Uma vez fui fotografar um jogo debaixo de chuva forte. Não conseguia enxergar direito o que estava fazendo e a câmera começou a piscar ficando escura quando eu clicava para enxergar a foto. Só em casa consegui ver, mas graças a Deus saíram perfeitas.
Gaby carrega uma assinatura própria. Um estilo que mistura técnica e sensibilidade, precisão e emoção.
– Se a fotografia fosse um sentimento seria o amor – um amor que se revela especialmente nos registros espontâneos, aqueles sem pose e sem aviso.
Em 2025, um marco importante: o registro profissional como fotojornalista, com credencial da ARFOC e o MTB, consolidando oficialmente sua atuação na área. O primeiro grande jogo profissional ficou gravado não só nas imagens, mas na memória. Na Arena Barueri, diante de um clássico entre Palmeiras e Corinthians, Gaby viveu uma experiência que descreveu como inesquecível.



E os sonhos não pararam por aí. Suas lentes já passaram por grandes eventos, como o The Town, em São Paulo, onde fotografou nomes consagrados da música. Suas imagens também já ganharam espaço em veículos importantes, como o jornal O Globo.
Hoje a fotografia é minha fonte de renda, minha escolha de vida. Tenho também mais tempo com a minha família. Mesmo trabalhando bastante aos finais de semana, consigo me dedicar ao máximo para meu marido e meus filhos.
Nem tudo, porém, foi simples. Houve frustrações, dúvidas e momentos de quase desistência. Fora das lentes, é na família que encontra seu refúgio. O marido foi seu grande incentivador, que sempre ajudou Gaby a continuar com o sonho da fotografia. O tempo livre é dedicado a ele e aos filhos, em uma rotina que valoriza o simples: estar junto, compartilhar, viver.
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