Everton Patriota

Everton Patriota

Administrador de empresas, instrutor de trânsito, técnico em segurança do trabalho, consultor em gestão de empresas, especializado em frotas, liderança e pessoas.

“Hoje encerro um ciclo…”

Por que bons profissionais vão embora? Entenda os desafios do turnover, da liderança e da retenção de talentos.

09 de setembro de 2026 - 2 semanas atrás

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Essa expressão é parte de textos escritos nas redes sociais, especialmente no LinkedIn, quando as pessoas se despedem dos colegas, amigos e empresas.

Nos últimos tempos me chama a atenção um crescimento dessas postagens. Então, fiquei pensando, o que está acontecendo, se apesar do caótico e confuso cenário econômico do país caracterizado por grande número de empresas em recuperação judicial, com alavancagem financeira, outras deixando o Brasil, alta inadimplência das empresas e famílias, ainda assim há milhares de vagas em todas as áreas do mercado de trabalho?

O que está acontecendo…por que altos índices de Turnover? Por que as pessoas mudam tanto de emprego? Por que as empresas têm dificuldades em reter bons profissionais?

Mas a questão que mais me deixa pensativo é: se nas despedidas tudo é bom nas empresas, se tanto agradecimento e elogios são feitos aos colegas, líderes e às empresas, então por que mesmo assim as pessoas vão embora? Por que não ficam onde estão?

É claro que, inúmeras são as razões pessoais, mas de um modo geral, podemos questionar:

  1. Há uma geração no mercado de trabalho dinâmica, que evolui e está sempre em busca de ascensão na carreira?
  • Há carência de profissionais com boa formação técnica e caraterísticas comportamentais, como proatividade e inteligência emocional, que por essa razão não se estabelecem nos cargos em suas empresas?
  • Há dificuldade nas organizações em promover ambientes saudáveis e agradáveis, que influenciem na retenção das pessoas?
  • Há poucos gestores com disposição para formar, orientar, comunicar e “cuidar” das pessoas de suas equipes?
  • O pacote de salários e benefícios são insuficientes frente às fortes pressões dos ambientes laborais e às grandes exigências dos cargos?
  • Os ambientes corporativos são pouco colaborativos, existindo até lideranças tóxicas à frente das equipes.

Enfim, refletindo é possível afirmar que há um pouco de todas essas razões e sabemos que num país cuja educação não é prioridade, que é conhecido mundialmente pela corrupção, que é o país do futebol e carnaval, as respostas devem considerar um contexto macro, seja na esfera política, econômica e social. Há muita coisa para mudar!

Mas, penso que devemos agir “no mundo em que vivemos” e assim caminhar em ações para se reduzir o Turnover e absenteísmo e alçar os objetivos organizacionais. Esse caminho passa por políticas de remuneração adequadas, pacote de benefícios, programas de carreira, programa de formação técnica e comportamental, especialmente de lideranças. Mas, sobretudo considero fundamental a implantação de programas de recursos humanos, que fomentem os ambientes de relacionamento éticos, justos, saudáveis, respeitosos e que maximizem o valor das pessoas, considerando inclusive pensar suas famílias.

No âmbito pessoal, os profissionais precisam se atentar para importância de se ocupar os espaços, conforme cita a Sagrada Escritura, “sal da terra e luz do mundo.” (Mt 5,13-16). E assim, fazer a diferença transformando os ambientes em locais salubres, seguros, produtivos e agradáveis.

Everton Patriota l Consultor de Desenvolvimento de Pessoas

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