
Dr. Luigi K. Annicchino
Médico regulador em Extrema (MG), diretor de Média Complexidade e ex-coordenador da UTI do Hospital Maternidade São Lucas.

Médico regulador em Extrema (MG), diretor de Média Complexidade e ex-coordenador da UTI do Hospital Maternidade São Lucas.
Esteatose hepática pode avançar sem sintomas. Entenda os riscos e por que descobrir cedo faz diferença.
02 de outubro de 2026 - 3 semanas atrás

O fígado é um dos órgãos mais silenciosos do corpo humano. Ele processa tudo que você come e bebe, elimina toxinas, produz proteínas essenciais e regula o metabolismo. E faz tudo isso sem reclamar, durante anos, mesmo quando está sendo lentamente destruído por dentro. A esteatose hepática, popularmente conhecida como fígado gorduroso, é um exemplo perfeito disso.
A doença acontece quando o acúmulo de gordura dentro das células do fígado ultrapassa o limite saudável. No início não causa dor, não altera exames de rotina de forma dramática e raramente gera sintomas perceptíveis. A pessoa vive normalmente enquanto o órgão vai sendo sobrecarregado em silêncio.
O diagnóstico costuma ser feito por ultrassonografia abdominal, acessível e disponível na rede pública. Exames de sangue como as transaminases também podem dar indícios, mas nem sempre estão alterados nas fases iniciais. Por isso o acompanhamento médico regular é fundamental, especialmente para quem tem fatores de risco.
A boa notícia é que o fígado tem uma capacidade extraordinária de se recuperar quando tratado a tempo. Mudanças no estilo de vida, perda de peso, controle do diabetes e do colesterol e eliminação do álcool são capazes de reverter o quadro nos estágios iniciais. No Brasil ainda não há medicamento específico aprovado para a doença, o que torna o tratamento ainda mais dependente de hábitos saudáveis.
O fígado aguenta muito. Mas tem um limite. E quando ele chega, raramente avisa com antecedência.
Dr. Luigi Kenji Annicchino — CRM-MG 75.655
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