A escola é um espaço de aprendizado, convivência e desenvolvimento emocional. Nesse contexto, desafios como ansiedade e bullying exigem atenção constante de famílias e educadores.
Segundo o psicólogo escolar e membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Extrema, Jean Ranyere, mudanças na dinâmica escolar podem gerar insegurança nos estudantes. Ele alerta que sinais como choro ou resistência são comuns, mas devem ser investigados quando se prolongam ou afetam sono e apetite.
Jean também orienta que “os pais devem evitar minimizar os sentimentos dos filhos. Comportamentos que costumam ser interpretados como ‘frescura’ ou ‘preguiça’ podem ser sinais de alerta ou um pedido de acolhimento”.
Por mais que as instituições adotem medidas para combater o bullying, a prática ainda existe. A gestora escolar adjunta da Escola Municipal Professora Noêmia de Medis Pereira, Tuany Carvalho, explica que o problema “costuma se construir aos poucos, começando com brincadeiras disfarçadas, apelidos, exclusões e atitudes depreciativas”.
Para ela, sinais como isolamento e mudanças de comportamento precisam de atenção. “Escuta ativa, observação atenta e diálogo constante”.
Os especialistas destacam ainda que um ambiente escolar saudável depende da colaboração entre escola e família. A comunicação aberta, a escuta e o acompanhamento do comportamento das crianças são ferramentas importantes para prevenir problemas e promover o bem-estar dos estudantes.
Jean reconhece a importância dessa parceria no desenvolvimento das crianças e adolescentes. Tuany concorda e ressalta que a atuação conjunta fortalece o cuidado com os alunos. “Conversas mediadas, envolvimento da equipe pedagógica, orientação aos alunos e contato transparente com as famílias fazem toda a diferença. Prevenção é sempre mais eficaz do que intervenção tardia”.







