Everton Patriota

Everton Patriota

Administrador de empresas, instrutor de trânsito, técnico em segurança do trabalho, consultor em gestão de empresas, especializado em frotas, liderança e pessoas.

Por que as coisas não acontecem?

Por que boas ideias não saem do papel? Um olhar direto sobre liderança, cultura e resultados.

12 de maio de 2026 - 2 semanas atrás

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Olá, caro leitor,

Nesse texto, quero abordar uma situação muito comum, amplamente comentada por empreendedores e líderes em diversos níveis hierárquicos, nos ambientes organizacionais: por que as coisas não acontecem?

Sim, ideias são pensadas, diversas reuniões são marcadas, ações são planejadas, comunicadas e acordadas, mas na prática as coisas não acontecem. Qual é o problema? O que se deve fazer para que isso não seja comum no cotidiano da empresa?

Penso que esse assunto não se encerra em uma simples discussão ou redação de um texto, que aliás afirmo, não é minha pretensão. Mas, vale a pena um start nessa pauta a fim de propor reflexão e cuidados que podemos tomar para combater essa prática comum, que corrói os esforços empreendidos nas organizações, rumo aos seus objetivos.

Mais uma vez, afirmo que a grande chave dessa questão está na liderança, que é responsável em gerar o movimento das ações. Após anos vivendo, estudando e refletindo liderança, conceituo o exercício de liderar como:

A capacidade de influenciar as pessoas para que elas façam, conosco, aquilo que desejamos que elas façam. E que façam com disposição, alegria e entusiasmo.”

Considerando essa definição, afirmo que para o bom andamento dos processos, projetos e ações nas organizações, os líderes precisam da disposição para comunicar, treinar e fazer as pessoas compreenderem o “por que” das coisas, monitorar, reconhecer e recompensar suas equipes. Esse é o desafio da liderança para que as ideias saiam do papel e se efetivem em realidades que geram os resultados organizacionais.

A liderança precisa perceber essa responsabilidade e tomar as iniciativas nesse sentido. Considerando a baixa qualidade de formação básica e acadêmica das gerações entrando no mercado de trabalho, a pouca resiliência e perseverança em esforços, a dificuldade com trabalhos que demandam grande energia e engajamentos, podemos afirmar que a “ladeira à caminhar” para os líderes é um tanto quanto íngreme. Mas, é preciso caminhar nessa direção. Não podemos cruzar os braços.

Penso que é preciso a coragem e determinação em formar as pessoas e, ainda que poucos absorvam e se salvem da massa, é preciso empreitar esse trabalho. Se não for assim, o absenteísmo e turnover continuarão a crescer e, juntos desses indicadores tantas outras situações que destroem os resultados das empresas.

Como disse Henry Ford: “Pior que treinar um trabalhador e vê-lo ir embora, é não treinar e vê-lo ficar.”

A única forma de superar a cultura das ideologias, da menos valia e pouco esforço, que toma conta das pessoas no mercado de trabalho é formar uma cultura ainda mais forte: a cultura do empenho, da meritocracia, da formação permanente, dos valores éticos e morais, da saúde e segurança como processo integrante de todos os processos. E essa demanda, precisa ser assumida pelas lideranças. E essa tarefa é nobre. Uma tarefa difícil, desafiadora, desgastante, mas nobre. E como é bom colher os frutos dessa empreitada. Vamos falar disso, no próximo texto. Abraço Patriota!

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