Dr. Luigi K. Annicchino

Dr. Luigi K. Annicchino

Médico regulador em Extrema (MG), diretor de Média Complexidade e ex-coordenador da UTI do Hospital Maternidade São Lucas.

Infarto: o coração avisa, mas a gente faz questão de não escutar

O infarto raramente acontece sem aviso. Descubra os sinais ignorados e os hábitos silenciosos que podem estar colocando seu coração em risco.

18 de junho de 2026 - 2 dias atrás

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O infarto ainda é a principal causa de morte no Brasil e no mundo. Não é acidente, não é azar, e na maioria das vezes não é surpresa. É o resultado de anos de sinais ignorados, consultas adiadas e hábitos que a gente sabe que fazem mal, mas empurra com a barriga porque hoje está tudo bem.

O coração é um músculo. E como todo músculo, ele precisa de sangue para funcionar. O infarto acontece quando uma placa de gordura que foi crescendo em silêncio durante anos se rompe, forma um coágulo e entope a artéria que abastece esse músculo. Quando o fluxo para o músculo começa a morrer. Cada minuto conta.

Os sinais clássicos todo mundo conhece de ouvir falar: dor no peito que aperta, irradia para o braço esquerdo, para o maxilar, para as costas. Mas o infarto é mais traiçoeiro do que parece. Pode se apresentar como uma dor de estômago, uma náusea, uma falta de ar que parece cansaço. Em mulheres especialmente, os sintomas costumam ser mais atípicos e por isso mais vezes ignorados ou diagnosticados tarde.

O que leva alguém ao infarto não é mistério. Pressão alta sem controle, diabetes descompensado, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, obesidade e estresse crônico são os grandes vilões. Não por acaso, falamos deles aqui nas últimas semanas. Essas doenças não aparecem sozinhas, elas se somam, se potencializam e juntas preparam o terreno para o coração entrar em colapso.

A boa notícia é que grande parte dos infartos é evitável. Controlar a pressão, manter o açúcar em dia, parar de fumar, movimentar o corpo e fazer check-up regular são atitudes que parecem simples, mas têm impacto enorme na saúde cardiovascular. O problema é que a gente tende a só levar isso a sério depois que alguém próximo passa por um susto.

Não espere o susto. O coração avisa antes. A questão é se você está disposto a escutar.

Dr. Luigi Kenji Annicchino — CRM-MG 75.655

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