Você já ouviu falar em fisioterapia pélvica? Ainda pouco comentada, a especialidade tem papel importante na saúde feminina, principalmente quando surgem desconfortos íntimos que muitas mulheres acreditam ser “normais”, mas que podem e devem ser tratados.
Para falar sobre o tema, conversamos com a fisioterapeuta Rafaela Sales, 27 anos, pós-graduada em Fisioterapia na Saúde da Mulher com ênfase em Obstetrícia pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista (SP). Um dos momentos que marcaram sua trajetória foi o acompanhamento de uma gestante na preparação para o parto.
“Logo que iniciei os atendimentos em fisioterapia pélvica, uma gestante me procurou para ajudá-la no preparo para o parto. Acompanhamos juntas cerca de oito consultas até a chegada do seu bebê. Ela teve um parto vaginal, sem lacerações, e me agradeceu, dizendo que fiz parte do sucesso do seu trabalho de parto”.
Segundo Rafaela, a fisioterapia pélvica avalia e fortalece o assoalho pélvico, ajudando em questões como controle urinário, dor pélvica e recuperação no pós-parto. Ela destaca que um dos maiores mitos é acreditar que sentir dor íntima ou perder urina é normal, especialmente após o parto ou com o passar da idade.
A especialista reforça que qualquer perda de urina merece atenção. “Incontinência urinária é toda e qualquer perda involuntária de urina. Mesmo que seja ‘só’ uma gotinha, requer atenção e tratamento”.
Para Rafaela, cuidar da saúde íntima também é um gesto de valorização pessoal. “Conviver com dor, desconforto, perda urinária ou até vergonha não é normal. Buscar ajuda é um ato de coragem, amor-próprio e respeito por si mesma”, concluiu.






