Pe. Robson da Silva
Pároco, coordenador de Pastoral, Assessor Eclesiástico e escritor.
Pároco, coordenador de Pastoral, Assessor Eclesiástico e escritor.
Leve sua vida para a oração. Deus acolhe suas alegrias, dores e transforma seu coração pela fé.
29 de junho de 2026 - 4 semanas atrás
Veja que bonito, amado(a) de Deus, que lê este artigo: na oração, nunca estamos só. Deus está conosco e acolhe a realidade de nosso coração exposto para Ele, naquele momento de entrega na oração. Em relação às formas de oração, o orante não precisa se preocupar. Basta colocar-se em oração que a forma surgirá de acordo com suas atitudes e necessidades. A forma dá concretude à atitude do suplicante e, com isso, força o realismo. A experiência de oração vai criando as formas ou recorre a elas para consolidar-se. Porém, as formas de oração vão depender muito do orante, das circunstâncias e dos conteúdos que cada um tiver a apresentar diante de Deus.
Por diferentes motivos, oração litúrgica e oração pessoal correm perigos idênticos: esquecer-se do suplicante e, com isso, esvaziar completamente a oração. Isto é, arrisca-se a ficar preso a temas e a formas e, assim, rezar menos, enfraquecendo ou distanciando o caráter pessoal da oração que brota do coração ou da necessidade do suplicante.
No aspecto comunitário da oração, o sacrifício da Missa e os sacramentos pertencem ao sentido amplo. A celebração eucarística contém não apenas orações isoladas, mas sim um sentido de oração que sustenta e anima por dentro o sacrifício. A presença de Cristo domina sacramentalmente a assembleia como p sacerdote principal. Tudo isso se alimenta do mistério da vida-morte-ressurreição do Senhor.
Na oração litúrgica, é a comunidade que ora. A oração é um ato que caracteriza a Igreja e, portanto, não pode ser encomendada a pessoa ou grupos particulares para suprir os demais. Ela mesma se apresenta como comunidade que ora. É o povo escolhido e formado por Deus para oferecer-lhe um sacrifício de louvor em todo o tempo e lugar. É a comunidade reunida apresentando diante de Deus e como irmãos, unidos com a mesma finalidade e em comunhão, seus anseios e necessidades.
Desta forma, afirma Federico Ruiz Salvador que “oram na Igreja todos os homens, mesmo aqueles que não oram, ou que não formulam suas ansiedades, queixas, desejos em expressões de oração”.
Contudo, toda oração cristã, para ser verdadeira e autêntica, deve incluir num todo a vida do suplicante. Ela o ensina a utilizar a vida real, os fatos, as pessoas e os acontecimentos como centro do diálogo com Deus, que se comunica com o orante não por meios distantes, isolados dele, mas sim através do que é concreto, palpável de cada pessoa que se coloca diante dele em estado de oração.
Enfim, como nunca estamos sozinhos na oração, Deus está conosco, se comunica com o orante e se compadece de quem o procura. Não reze só por si, por suas vontades e necessidades. Se compadeça dos irmãos e irmãs que mais sofrem no momento presente e reze por eles. Como não se lembrar nas orações desta semana, dos que morreram decorrente do terremoto ocorrido na Venezuela? Como não rezar e não se compadecer dos que, devido ao terremoto, estão feridos, sofrendo e dos que perderam tudo?
Pe. Robson Aparecido da Silva
Outros assuntos